domingo, 8 de janeiro de 2017

Corrida Nº 142 - 92ª Corrida Internacional de São Silvestre - São Paulo-SP (31dez2016)

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O ano de 2016 foi de poucas provas e a última não poderia deixar de ser a mais tradicional do calendário brasileiro: a Corrida Internacional de São Silvestre.
E apesar de não ter obtido o resultado esperado, voltei para Ubiratã satisfeito nesta que foi a minha 11ª participação na prova paulistana.

"O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre."


Dados gerais:

Nome da prova: 92ª Corrida Internacional de São Silvestre
Data: 31 de dezembro de 2016
Cidade: São Paulo-SP
Distância: 15kms
Tempo líquido: 1h01min21seg (tempo bruto: 1:02’26)
Média por km: 4min05seg
Número de peito: 3211
Classificação geral: 199º lugar
Atletas concluintes no geral: 16.279 corredores
Classificação na faixa etária de 35 a 39 anos: 46º lugar
Atletas na faixa etária: 2.867 corredores


Embarquei na rodoviária de Ubiratã rumo a São Paulo para a minha décima primeira participação na Corrida Internacional de São Silvestre na tarde/noite do dia 29 de dezembro.
Assim que entrei no ônibus já fui reconhecido por Márcia Fontanella. Uma amiga da cidade vizinha de Cascavel que também estava indo para participar da prova. Ela viajava com suas duas filhas, além de outros amigos que também iriam correr.

Fizemos uma viagem tranquila. Apesar da chuva que pegamos desde o início até a madrugadinha.
Chegamos em São Paulo às 08:00h da manhã com um belo dia de sol.

Assim que desembarcamos na rodoviária Barra Funda, Márcia e seus amigos foram deixar as malas deles no hotel e eu me encaminhei para o metrô e depois de duas baldeações já estava saindo na Avenida Paulista.
De lá segui, tradicionalmente a pé, até o ginásio do Ibirapuera.
 Chegando lá já encontrei um fila enorme se formando. Por sorte eu fui um dos primeiros e com menos de 20 minutos já estava sendo atendido.

O meu kit eu consegui retirar tranquilidade, mas o da minha esposa que desistiu de ir para São Paulo, aliás, ela parou de correr menos de duas semanas após eu ter feito e pago a inscrição dela, que infelizmente não foi possível retirar. Como eu não tinha levado a documentação exigida, acabei perdendo os 160 reais que paguei pela inscrição.
Mesmo insistindo bastante, dizendo que queria pelo menos a camiseta, pois como eu havia pago e estava com o comprovante de pagamento e cópias dos documentos dela com um texto escrito e assinado por ela autorizando eu fazer a retirada eles foram durões e não quiseram me entregar.
Acredito que eu tinha direito de levar pelo menos a camiseta. E era somente isso que eu exigia. Nem pedi número e chip. Só a camiseta. Mas, o pessoal da organização nem quiseram saber de nada e fizeram de tudo para dificultar. Entrei até na sala do pessoal da elite para conversar com uma pessoa da organização. Mas, sem uma tal de “Procuração Particular” registrada em cartório, além de cópias de toda a documentação pessoal dela e minha não haveria possibilidades nenhuma de retirar o kit.
Como o prejuízo não era deles, eles não estavam e não estão nem aí para os corredores. Infelizmente a Yescom é assim. Visa apenas lucros e pouco se importa para quem dá este lucro a eles.
Mas enfim; serve como aprendizado: nunca pague uma inscrição para quem quer que seja. A menos que seja pra você mesmo. rsrs

Após a tentativa em vão de retirar o kit da minha esposa segui de volta a Paulista. Mas, não antes da passar na "feirinha dos ambulantes'' que vendem tranquilamente produtos "falsificados" com o logo da corrida. Alguns produtos estavam caros e apenas olhei de longe. Mas, na última vendedora resolvi parar e acabei adquirindo duas camisetas muito parecidas com as oficiais por apenas R$15,00 reais. Ou seja, R$7,50 cada e vou colocá-las a venda pra ver se consigo tirar pelo menos um pouquinho do prejú. kkkkk

PS: durante a edição deste texto eu já havia vendido uma por R$ 20,00 reais. Relativamente barato. Mas, pra quem pagou apenas R$ 7,50 tá de bom tamanho. Mas, na outro vou pedir um pouco mais caro. rsrs

Depois das “compras” segui até a Avenida Paulista e fiquei 'zanzando' por lá até por volta das 11:00 horas quando fui almoçar e depois segui para o Soul Hostel onde ficaria hospedado.
Mas, só adentrei ao quarto as 13:00 horas e passei a tarde toda descansando da viagem.

O fraco kit com venho, como sempre, dentro de uma sacola de plástico.
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Camiseta vendida pelos ambulantes.
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Camiseta oficial da prova.
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Dormi um bocado e acordei por volta das 17:00 horas e uma horinha depois fui tomar banho e procurar algo para comer. Por sorte há uma loja de conveniência com lanchonete bem do lado do Hostel e isso facilitou bastante. Depois de alimentado retornei ao Hostel e fui dormir por volta das 22:30h.

Dormi bem na noite que antecedeu a prova e acordei as 06:00h da manhã e o sol já dava o ar da sua graça.
Céu com poucas nuvens, para não dizer nenhuma. rsrs
Comi alguns Bisnaguitos que levei de Ubiratã e me encaminhei para a Paulista as 07:00h e a temperatura já estava em 24 graus. Como a largada seria apenas as 09:00hs o calor prometia ser intenso. Ou seja, lá se vai a estratégia por água a baixo, ou melhor, por sol a cima. rsrs

O meu objetivo era tentar fazer um tempo bem perto do meu melhor resultado que foi de 57’30 conseguido em 2012. E para isso eu havia me programado em fazer os cinco primeiros kms com média de 3'40 e aproveitar a descida deste trecho.
Nos demais kms queria manter algo perto de 3'50 e no finalzinho, lá na subida da Brigadeiro, eu poderia quebrar um pouquinho que ainda assim eu teria chances de obter um bom resultado.
Mas, como o sol parecia vir a todo vapor por entre os prédios, dificilmente eu conseguiria por em pratica esta estratégia.

Temperatura na Avenida Paulista as 07:00hs da manhã.
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Pronto para a minha 11ª participação na São Silvestre.
Até a numeração de peito me homenageava com o número 11 no final da sequência.
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Procurei me perfilar o mais perto possível do início do setor verde que foi o primeiro setor após o pelotão da elite b.

Os prédios ainda escondiam o sol neste momento.
Mas, pouco tempo depois mudei de lado da avenida, pois o sol veio com força total. 


A largada foi dada pontualmente as 09:00 horas e apesar de ter conseguido um bom lugar, acabei perdendo muito tempo neste início e o primeiro km o completei com 4'19.
Já em seguida pude correr no ritmo planejado antes da prova. O único problema era apenas se eu iria conseguir mantê-lo por muito tempo, pois a temperatura estava em 28 graus na hora da largada. Isso não contando a sensação térmica que deveria subir uns 3 ou 4 graus, no mínimo, tamanho era o calor naquela manhã.
Mas, enquanto ainda podia eu ia acelerando. Completei o segundo km com 3'41 e o terceiro com 3'36. Não vi a plaquinha indicando o quarto km, mas no quilômetro 5 o tempo acumulado era de 19min17seg. Ou seja, um tanto quanto alto se formos comparar com o tempo que eu pretendia fazer fazer para completar a prova.

Apesar de não pegar praticamente subida nenhuma, o km seguinte subiu para 4 minutos cravados e percebi ali que seria muito difícil segurar o ritmo e completar a prova com menos de uma hora. No km seguinte dei uma reagida, mas nada extraordinário.

E segue a prova.
Aqui até parece que estava nublado. Mas, não estava. rsrs



No 8º km o tempo acumulado era de 31'40. Já no 9º km foi de 35’45 e pela primeira vez ultrapassava dos 4 minutos por quilômetro.
No km 10 o cronômetro marcava 40’03 e aqui se confirmava o que eu já tinha quase certeza de que não completaria os 15kms abaixo de uma hora. Pois, ainda faltavam 5 kms e o ritmo já vinha ultrapassando a media dos 4 minutos e ainda tinha a subida da Brigadeiro onde cheguei a bater na casa dos 5 minutos o km.

Depois de completada a subida foi só acertar a passada e acelerar um pouco para sair “bonito” na foto e cruzar a linha de chegada da minha décima primeira Corrida Internacional de São Silvestre (10 consecutivas) com o tempo líquido de 1h01min21seg.

Após cruzar a linha de chegada dei um rápida olhada no pódio onde estava sendo feita a premiação masculina que teve vitória, mais uma vez, dos africanos e em seguida fui pegar minha belíssima medalha e o kit lanche que continha apenas uma barrinha de cereal que deve custar em torno 99 centavos e um torrone de amendoim que não deve custar mais do que 1 real e 50 centavos.
É; a Yescom sempre faturando um monte em cima de nós corredores e ainda assim enchemos as suas provas.

Após comê-los em poucos segundos, fiz algumas poucas fotos e retornei ao Hostel onde consegui dar uma boa cochilada até as 13 horas e depois tomei um banho, fiz check-out e me encaminhei para o bairro de Perus para passar a virada de ano na casa dos meus tios.
Por conta disso até acabei perdendo uma diária no Hostel que era até o dia primeiro de janeiro. Mas, como estava sem companhia para passar mais um réveillon na Paulista, achei que seria chato passar sozinho e por isso resolvi ir para Perus.

Durante a minha saída do Hostel e ida para o metrô começou a chover.
Nem pra essa chuva ter vindo na hora da prova. rsrs
Cheguei no bairro de Perus quase as 16 horas e também chovia por lá.

Passei a noite da virada de ano vendo os poucos fogos do bairro pela sacada da varanda da casa dos meus tios.
No dia seguinte, já ano de ano novo, almocei e fiquei todo o dia primeiro de janeiro com eles e no dia 02 segui até a cidade de Americana, pois queria ver o túmulo onde o cantor José Rico, da dupla Milionário e José Rico havia sido sepultado, e as 19:40h embarquei de volta para casa para recomeçar mais um ano de vida, trabalho e treinos e já pensando na Corrida Internacional de São Silvestre no último dia de 2017.

No túmulo do Garganta de Ouro José Rico no Cemitério da Saudade em Americana-SP.
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Segue abaixo mais algumas fotos:

Meu Número.
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 Passando pelo Teatro Municipal.
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Puxando um pelotão.
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Sofrimento estampado no rosto...
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Mas, a alegria de poder correr mais uma São Silvestre também estava presente.
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Estiloso até na hora da hidratação. rsrs
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No rosto está estampado o quão difícil foi completar esta prova.
Mas, agora falta poucos metros e a alegria tomará conta do corpo e da alma deste corredor.

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Após  aprova.
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 A bela medalha da prova.
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Classificação geral dos 10 primeiros colocados na prova masculina.
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Minha classificação no geral.
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Minha classificação na faixa etária de 35 a 39 anos.
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Classificação geral das 10 primeiras colocadas na prova feminina.
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Percurso da prova.
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O que sobrou da São Silvestre 2016.



Agradecimentos:
Primeiramente a Deus pela saúde de sempre.
A academia Boa Forma pelo trabalho de fortalecimento muscular.
A Secretaria Municipal de Esportes de Ubiratã pelas passagens de ida e volta.
A minha esposa e a todos os amigos e familiares que de uma forma ou de outra me incentivam e torcem por mim.


Abraço e feliz 2017 a todos.


tutta/Baleias-PR
www.correndocorridas.blogspot.com.br

domingo, 25 de dezembro de 2016

Corrida Nº 141 - 18ª Volta Internacional da Pampulha - Belo Horizonte-MG (04dez2016)

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A minha terceira participação na Volta Internacional da Pampulha em Belo Horizonte não foi como eu queria. Mas, consegui melhorar um pouquinho em relação a edição anterior.

A menos de 1km da linha de chegada.



Segue os dados gerais da prova:


Nome da prova: XVIII Volta Internacional da Pampulha
Cidade: Belo Horizonte-MG
Data: Domingo, 04 de dezembro de 2016
Distância: 17,8kms
Tempo líquido: 1h08min25seg (bruto: 1:08'55)
Média por km: 3min50seg
Colocação geral: 72º lugar
Atletas no geral: 6.767 corredores
Colocação na faixa etária de 35 a 39 anos: 1
3º lugar
Números de atletas na faixa etária: 1.320 corredores
Número de peito: 2374


Saí de Ubiratã com destino a Minas Gerais na sexta-feira dia 2 de dezembro e após algum tempo de espera, tanto no aeroporto de Maringá, como em Guarulhos, cheguei em Belo Horizonte por volta das 21:00 horas.
De imediato fui ao Mercado Central onde encontrei Miguel, Wu e Zilda que já estavam bebendo a um bom tempo.
Tomei apenas uma cervejinha com eles e em seguida o Miguel me levou para a casa do seu pai onde eu ficaria hospedado juntamente com a baiana e atleta Baleias, Dart.
Miguel passou esta noite por lá com a gente e após um lanchinho fomos dormir.

No dia seguinte acordamos as 08:00h da manhã e fui com a Dart comprar algo para o café da manhã, enquanto isso o Miguel foi até a sua casa buscar o seu carro para nos levar ao estádio do Mineirão para retirarmos os kits. Aliás, um bom kit composto por uma boa camiseta, número, alfinetes, chip descartável, água de coco, café Três Corações, um sache de gel e um pacote de bolacha, ou algo parecido, de mel.
No local encontramos novamente o Wu e a Zilda. Além do Ênio de BH, Álvaro e a Jéssica.
Na saída encontramos com o Zé Maia, Wilma e a Raíssa, prima deles. Depois segui com o Miguel até a sua casa onde ele me presenteou com várias moedas e notas de dinheiro dos países que ele viajou para correr neste ano de 2016. Além de algumas notas brasileiras repetidas da coleção da sua mãe.
Depois fomos almoçar um Tropeiro no Mercado Central.

Servidos?


Após o almoço fomos ao "Bar Baleias" onde todos os anos fazemos uma confraternização, antes e depois da prova, e lá encontramos com mais amigos (Carlos Bento, Ênio de São Paulo, Maia, Wilma e Raíssa). Carlos Magno, Henrique e Girlene chegaram depois.
Mais tarde cada um foram para os seus 'aposentos' para descansar para a prova do dia seguinte.


Após o almoço no "Bar Baleias".
Carlos Bento, Girlene, Ênio-SP, primo do Wu e da Zilda e entre eles o Carlos Magno, Dart, Tutta, Henrique e Miguel.



Raramente eu ficou ansioso antes de uma prova. Mas, para esta de Belo Horizonte não sei o que aconteceu, pois estava assim, super ansioso, e quase não consegui dormir direito.
E para aumentar ainda mais a expectativa e pra se confirmar a previsão do domingo, por volta da uma da manhã começou a chover e assim permaneceu até amanhecer.
As 05:00hs acordei em definitivo e ainda chovia. Um pouco menos do que no início da madrugada, mas chovia.
Miguel passou para buscar a Dart e eu as 06:00 horas e depois seguimos para buscar uma outra amiga dele e a chuva ora aumentava, ora diminuía  e fazia um pouco de frio.
Correr com chuva é bom, mas largar com chuva é péssimo.
Por sorte, assim que chegamos na Lagoa da Pampulha a chuva amenizou bastante e podemos fazer a nossa foto oficial e largar tranquilamente. Aliás, não choveu nada durante a prova. Mas, como havia esta possibilidade de chuva, levei uma roupa extra e uma toalha para o guarda volumes para me secar e me trocar após a prova. Mas, nem precisei.
E no caminho do guarda volumes encontrei com dois amigos do Rio de Janeiro, a Drica e o seu marido Sérgio. Além, de boa parte dos integrantes da equipe Baleias que estavam por ali próximo a entrada do guarda volumes e logo foram para o fundo do pelotão para a foto oficial que estava marcada para as 07:20h.
Depois das fotos fomos procurar algum bom lugar para largar.
Eu fui lá na frente. rsrs

Foto Oficial Baleias:

José e Wilma Maia, Miguel, Carlos Bento e Carlos Magno, Ênio de BH, Henrique, Ricardo.
Ênio de SP, José, Tutta, Wu, Zilda e Dart.
Ficou faltando o Álvaro que chegou atrasado.



A largada foi dada pontualmente as 08:00 horas da manhã, após a leitura de um texto e um minuto de silêncio em homenagem as vítimas da tragédia acontecida com a equipe da Chapecoense na última terça-feira (29/11) quando a equipe seguia para a Colômbia onde disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana e o avião acabou caindo a menos de 5 minutos do aeroporto por falta de combustível e vitimou 71 das quase 80 pessoas que estavam a bordo.

Pouco antes da largada foi pedido um minuto de silêncio após a leitura de um texto, como citei acima, e nesse minuto de silêncio os atletas ficaram em silêncio total mesmo. Nunca vi, nos meus quase 17 aos de corrida, algo parecido. Só se ouvia mesmo o barulho das hélices do helicóptero lá no alto. Um momento emocionante demais que foi capaz de arrancar algumas lágrimas deste humilde atleta amador que vos escreve.
Numa prova com mais de 11 mil corredores, sem contar o público que estavam ali próximo a largada, ter um silêncio total como aconteceu foi algo impressionante e pra ser eternizado na memória. Isso mostra o respeito que todos tiveram para com a equipe e familiares das vítimas da Chapecoense.
Somente lá no fundo, como fiquei sabendo depois, que não fizeram este minuto de silêncio, pois não conseguiam ouvir o som dos alto falantes por estarem muito distantes.
Após este minuto de silêncio, todos puderam largar com aplausos até se cruzarem a linha de largada.

Eu saí no primeiro pelotão, logo atrás do pelotão de elite, e este ano não precisei usar a "tática do rolamento" criada pelo Carlos Bento, pois havia um espaço aberto na grade e entrei por lá.
Mas, apesar de sair neste primeiro pelotão, a largada foi bem tumultuada e lenta.
Quando passei a marca do primeiro quilômetro o meu cronometro marcava 4min18seg. Quase quarenta segundos acima do tempo que eu pretendia fazer por km que era de 3min50seg.


A princípio, o objetivo era fazer os 17,8kms da prova em torno de 1h07. Ou seja, para isso eu deveria manter o ritmo médio de 3min45seg por km para chegar a este objetivo. Mas, não sei o porque de "adotar" o ritmo de 3min50seg por km, pois este ritmo me faria completar o percurso com cerca de um minuto e meio a mais do que eu planejava.
Acho que não calculei direito. Mas, enfim... rsrs

Mas manter o ritmo de 3min45seg por km, apesar do tempo e temperatura bem propícios, não sei se conseguiria pois, estou chegando ao final do ano bastante cansado e este cansaço eu acredito que seja em função dos muitos kms em treinos, e principalmente, pelas três maratonas no curto período de onze semanas que fiz neste ano de 2016. No entanto, queria fazer o melhor que fosse possível para alcançar um bom resultado.

Mas, vamos voltar a prova:
Após passar do primeiro km eu já consegui imprimir um bom ritmo, apesar de ainda ter que fazer vários zigue-zagues para ultrapassagens. Também encontrei alguns amigos pelo caminho que conseguiram largar mais a frente de mim (Álvaro, Carlos Bento, Dart e Drica).

Na passagem do segundo quilômetro eu passei com 3min38seg. Um tanto quanto rápido demais.
Como acabei de comentar, após as três maratonas que fiz eu vinha me sentindo bastante cansaço e este ritmo, nesta altura do campeonato, poderia ser considerado bastante forte e poderia cobrar o preço mais a frente. Mas, como era início de prova, estava dentro dos planos 'recuperar' o tempo perdido na largada.

Por volta do km 2,5 passamos em frente a igrejinha de São Francisco, onde vi novamente a Jéssica que estava na torcida e onde voltei após a prova para algumas fotos. Já que eu não havia ido lá nenhuma vez e esta já era a terceira vez que eu viajava para correr a Pampulha.

Eu e ao fundo a Igrejinha da Pampulha.


Nos kms seguintes eu seguia muito bem. Sempre fazendo uma média abaixo dos 3min50seg por km e isso me animava bastante.
Na marca do 5º km o meu relógio marcava 18min38seg e cheguei aos 10kms com 38min03seg.
Não chovia e a temperatura continuava super agradável. Sem sol.
Na largada, devido a previsão de chuva, resolvi correr com o boné que veio com o kit. Pois, no ano passado, por volta do km 10, começou a chover e choveu bastante e como eu estava sem boné a chuva atrapalhou bastante minha visão. E para este ano eu já fui prevenido.


Porém, praticamente não usei o boné.
Com pouco mais de 2kms o retirei, pois sentia que ele "fervia" na minha cabeça e me deixava com bastante calor. Acredito que isso tenha sido pelo fato do tecido do boné ser de um material mais grosso e com isso a temperatura do meu corpo parece que aumentava e aquilo estava me incomodando. O retirei da cabeça e o levei comigo. A intensão era levá-lo, pelo menos até por volta do km 10, e caso não chovesse até aquele momento, eu o descartaria naquela altura. Mas, acabei não fazendo isso e segui com ele até o final da prova voltando a colocá-lo na cabeça a cerca de 1 km do final como pode ser visto na primeira foto da postagem.

Antes disso, lá no km 12 para o 13 eu sentia o ritmo caindo um pouco. Tentei acelerar mais parece que não surtia efeito. Inclusive, este foi um dos kms mais lentos da prova que bati na casa dos 4 minutos. O corpo estava bem, mas as pernas estavam bem cansadas que pareciam estar mais pesadas que o normal.
Já na passagem do km 15 o meu tempo era de 58min02seg. Dois segundos em média por km acima dos 3min50seg que eu havia pensando em manter antes do início da prova.


Mas, aí como vinha chegando a fase final, eu procurei seguir o ritmo de alguns atletas que seguiam a minha frente e nos últimos 800 metros, onde o público era maior, conseguir manter uma boa velocidade para completar a minha 3ª Volta Internacional da Pampulha com o tempo líquido de uma hora oito minutos e vinte e cinco segundos (1h08min25seg).


Após finalizada a prova, peguei minha medalha, o lanche e meus pertences no guarda volumes e fui conhecer mais de perto o Estádio do Mineirão (por fora) e a Igreja de São Francisco e no retorno já encontrei o Miguel Delgado com a amiga dele no carro e assim ele me levou até a casa do seu pai onde tomei um banho e depois, com mala e cuia, segui a pé até o Bar Baleias para as comemorações finais e por volta das 20 horas, e debaixo de muita chuva, fui com o Ênio para a rodoviária com destino a São Paulo onde chegamos as 05:30h da manhã de segunda-feira dia 5 e me encaminhei até a casa dos meus tios no Bairro de Perus e a tarde (18:00hs) voltei à Barra Funda para embarcar em definitivo para Ubiratã.
Cheguei em casa as 07:00hs da manhã de terça-feira dia 06 e as 08:00h já me encaminhei para o trabalho.

Vida de atleta amador não é nada fácil não. Mas, é muito prazeroso. E mesmo não ganhando praticamente nem um centavo em dinheiro com isso, eu não trocaria esta vida por nada no mundo.


PS: o motivo da minha volta de Belo Horizonte para Ubiratã de ônibus se deu pelo fato de um cancelamento do voo da Azul que fiz para poder assistir ao jogo entre Cruzeiro e Corinthians e como a mudança de horário para um outro horário que não aquele estipulado pela empresa seria muito mais caro, resolvi optar por cancelar voltar de ônibus.
Mas, devido a queda do avião com a equipe da Chapecoense na terça-feira antes desta que seria a última rodada do Brasileirão, ela acabou sendo cancelada e transferida para o domingo seguinte (11/12) e aí, infelizmente eu não pude assistir a este, que seria apenas o meu segundo jogo oficial que eu assistiria ao vivo dentro de um estádio, e também seria a primeira vez que eu adentraria no estádio do Mineirão.
Mas, de certa forma ainda dei sorte, pois o Cruzeiro acabou vencendo o Corinthians por 3 a 2 eliminando as últimas chances do timão, ou timinho não sei rsrs, a se classificar para a Libertadores de 2017.
E aproveitando o espaço, quero agradecer ao Carlos Maciel, pai da Jéssica e Cruzeirense de Belo Horizonte por ter comprado o ingresso pra mim e depois por ter conseguido passar ele para outra pessoa devido ao fato de eu não poder voltar à BH na semana seguinte a prova.



Segue abaixo mais algumas fotos:


Meu número.
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Antes da prova.
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Tutta, Ênio de SP, Carlos Bento e Carlos Magno.
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Posso não ser ninguém, mas tenho grandes amigos.
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Em pé: Bento, Maia, Wilma,Henrique, Carlos Magno, Zilda, Miguel, José e Ricardo.
Agachados: Ênio-BH, Tutta, Ênio-SP e Wu.
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Carlos Magno, Wilma, Raíssa, Maia e Tutta.
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Carlos Bento, Carlos Magno e Tutta.
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Momentos após a largada.
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Focado.
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Pisada firme.
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Carregando o boné na mão.
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Passadas largas.
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Pisada perfeita.
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Após a prova.
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No Mineirão.
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Estádio Mineirão.
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A medalha e ao funfo a Igrejinha da Pampulha.
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Carlos Bento, Miguel, Ênio-SP, Lana, Álvaro, Maia, Wilma, Zilda e Wu após a prova.
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Classificação dos Baleias - página 1
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Classificação dos Baleias - página 2
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video
Giovani dos Santos arrancando para a vitória.
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Classificação geral dos 10 primeiros no masculino.
Clique na imagem para ampliar.
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Classificação geral das 10 primeiras colocadas no feminino.
Clique na imagem para ampliar.
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Minha classificação no geral.
Clique na imagem para ampliar.
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Minha classificação na faixa etária de 35 a 39 anos.
Clique na imagem para ampliar.






Sobre a prova:

Inscrição pelo site () e com lotes promocionais muito em conta. Paguei 63 reais nesta edição de 2016. Na verdade era 70 reais, mas como assinantes do Revista Contra Relógio tinha 10% de desconto eu paguei só 63. E para a edição de 2017 as inscrições já estão abertas ao preço de 90 reais no boleto até o dia 10 de janeiro de 2017.
Kit muito bom. Pena que não tirei foto dele, mas vem muita coisa útil, além de uma camiseta de muito boa qualidade.
Entrada dos kits sem demora, apesar da fila gigantescas que encontrei na manhã do dia 3. O kit este anos foi entregue no Estádio do Mineirão.
No dia da prova haviam guardas volumes, muitos banheiros químicos, porém, só achei que estes ficam um pouco longe do local de largada. Numa rua paralela ao local de largada.
Percurso quase totalmente plano, ao redor da Lagoa da Pampulha, com vários postos de hidratação com água e um com água de coco e vi pelo menos dois ou três pontos com músicas, além de algumas ambulâncias espalhadas ao longo dos quase 18kms.
Medalha muito bonita e um bom kit lanche no final.
Uma prova com muitos participantes, mas que vale a pena fazê-la pelo menos uma vez.



Agradecimento:
Primeiramente a Deus por intercessão de Nossa Senhora Aparecida e Sagrado Coração de Jesus dos quais sou devoto.
Agradecimentos também a toda a Equipe Baleias pela recepção em Belo Horizonte e por tudo que fazem por mim em qualquer lugar que nos encontramos. Ao Miguel Delgado por mais uma vez liberar a casa do seu falecido pai para a minha hospedagem.
A Acadêmia Boa Forma de Ubiratã pelo apoio na parte de fortalecimento muscular.
Ao vereador Osdival pela ajuda na viagem até o aeroporto de Maringá na ida.

Ao radialista Jabuti Faceiro da Rádio Nova Clube AM pela divulgação dos meus resultados nas corridas.
A todos os meus amigos e familiares que sempre torcem por mim, em especial a minha esposa Cileide que sempre fica angustiada devida a minha ausência e como quase nunca podemos ir os dois devido ao alto valor das passagens e gastos nas viagens ela tem que ficar em casa muita saudade do maridão. hehe
Saibas que te amo muito e que sinto muita tristeza em ir viajar e não poder te levar comigo.



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